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nov 08

Gamer Nostálgico – A Franquia de Jogos de Terror, Silent Hill!

Silent Hill

Olá a todos! O halloween já passou, mas eu não podia ficar sem falar sobre jogos de terror. Esse gênero de games é um dos mais populares nos tempos atuais. E Silent Hill é um de seus maiores clássicos. No entanto, a franquia tem passado momentos difíceis. O cancelamento do projeto Silent Hills foi um golpe duro. E com a Konami tendo reorientado seu foco para jogos mobile (e máquinas de pachinko…), onde este tipo de game é bastante incomum, a série acabou sendo congelada.

O surgimento do primeiro Silent Hill

O primeiro jogo da série, Silent Hill,  foi lançado em 1999 para o Playstation. Diferente de outros jogos do mesmo tipo lançados anteriormente, como Resident Evil, que utilizavam personagens com treinamento militar e clima de filme B, Silent Hill foca mais na imersão do jogador em seu universo medonho e macabro. Ele apela para o psicológico de quem está jogando. Os gráficos são em 3D e renderizados em tempo real, mas, devido às limitações do PS1, os desenvolvedores utilizaram-se de névoa e escuridão para limitar o campo de visão do jogador. Isso não é um problema, pois a névoa e a escuridão não existem sem explicação dentro do enredo. Eles são parte importante do mesmo.

O jogador controla Harry Mason, um homem comum, que estava viajando com sua filha adotiva, Cheryl. Eles sofrem um acidente de carro ao se aproximarem da cidade de Silent Hill que dá nome ao jogo. Quando Harry desperta percebe que sua filha desapareceu. E então, começa a busca de um pai desesperado numa cidade desconhecida e deserta por sua filha. Ele descobre a existência de um culto satânico na cidade e que sua filha está, de alguma forma, ligada à localidade.

O jogo fez um grande sucesso e tornou-se um clássico e uma referência no quesito terror. Ele recebeu uma adaptação para o cinema em 2006 (filme que me assustou de verdade) e também uma reimaginação do jogo em 2009 para PS2 e Wii, chamado Silent Hill: Shattered Memories.

Eu não cheguei a finalizar este jogo pra falar a verdade. Cheguei bem longe, mas acabei desistindo por pura preguiça mesmo. O jogo é muito bom e amedrontador. Há muitos momentos tensos e a ambientação contribui muito para o terror. Eventualmente, eu o jogarei novamente e o terminarei. Só não sei quando.

O maior sucesso da franquia

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Em 2001 foi lançado o game que eternizaria a franquia nas mentes de todos os gamers. Silent Hill 2 trouxe inúmeras melhorias em relação ao seu antecessor nos quesitos técnicos como gráficos e sons. Mas o que realmente ficou marcado foi o enredo do game e os designs dos monstros.

Este jogo não é uma sequência direta do primeiro jogo. Ele traz um novo enredo e um novo protagonista. A história do jogo começa quando o protagonista, James Sunderland, recebe uma carta de sua falecida esposa dizendo a ele para encontrá-la em Silent Hill no “lugar especial” deles. James vai até a cidade em busca de respostas e encontra muitas outras pessoas na cidade. Todos estão lá por suas próprias motivações. Eventualmente, ele encontra as respostas chocantes sobre a morte de sua esposa.

Foi neste game que foi introduzido o personagem mais icônico da série, o Pyramid Head. Ele é uma criatura humanóide que usa um helmo em formato de pirâmide e se move lentamente arrastando um facão enorme. Ele é imortal e aparece em pontos chaves da história e está diretamente ligado ao protagonista.

As outras criaturas também possuem ligação com o protagonista. O design de cada monstro reflete uma faceta da personalidade de James Sunderland. Foi isso que tornou este jogo tão marcante. O desenvolvimento do enredo e do protagonista e o aspecto psicológico do mesmo.

Eu joguei pouco este game. Eu até tenho ele aqui pro PS2 e pretendo jogá-lo, mas tenho muitas outras coisas para jogar, então ainda vai demorar um pouco para eu, de fato, poder me dedicar a ele. Mas um clássico deste calibre não pode ser ignorado e isso é um fato.

A sequência após a sequência

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Devido ao sucesso arrasador do segundo jogo, a série ganhou mais um título em 2003. Silent Hill 3 é, na verdade, uma sequência direta do primeiro jogo. Ou seja, os eventos deste game estão ligados ao do primeiro.

Os eventos deste jogo ocorrem 17 anos após o primeiro. O jogador controla Heather Mason, filha adotiva de Harry Mason, o protagonista do primeiro jogo. O jogo começa com Heather tendo um pesadelo, no qual ela vaga por um parque de diversões bizarro e envolto em escuridão. Quando desperta, ela está em uma lanchonete de um shopping. Logo em seguida, ela é abordada por um detetive que quer conversar com ela. Heather entra num banheiro e escapa pela janela, mas não demora para perceber que tudo a seu redor está diferente. Então, começa a jornada da garota em busca de respostas sobre seu passado.

O terceiro jogo da franquia não trouxe nenhuma inovação para a franquia. Os gráficos ficaram um pouco melhores, mas o salto não foi grande em relação ao antecessor. Novamente, o jogo foca na ambientação e sons ambientes para apavorar o jogador. A grande crítica que o jogo recebeu, no entanto, foi o fato das ideias geniais dos designs das criaturas terem sido deixadas de lado. As criaturas são monstros horrendos, mas não possuem qualquer relevância para a protagonista ou o enredo.

Este foi o segundo game da franquia que finalizei. O melhor aspecto para mim foi o visual. Algumas áreas do jogo possuem texturas que parecem carne viva. As paredes se mexem e dá uma sensação realmente arrepiante. O jogo não é lá muito difícil, especialmente por não haver um monstro imortal te perseguindo. Mas é bem tenso e o enredo se conecta bem ao do primeiro jogo.

Inovando

silent_hill_4_the_room

Em 2004 foi lançado Silent Hill 4: The Room, game que trouxe algumas mudanças no estilo de jogo da série e grandes melhorias visuais. O grande diferencial deste jogo é o fato de, pela primeira vez, o enredo não ocorrer em Silent Hill. A cidade que dá nome à série tem importância vital no enredo, mas o jogador não vai a ela. Além disso, este game traz apenas algumas referências aos jogos anteriores, não possuindp ligações diretas com os mesmos.

O protagonista do jogo se chama Henry Townshend. Um dia ele acorda em seu apartamento e percebe que o local está completamente selado. Ele não consegue sair nem se comunicar com ninguém do mundo exterior. Eventualmente, ele encontra um buraco em seu banheiro e, através dele, é transportado para vários locais assombrados. Ele é perseguido por aparições de pessoas assassinadas por um serial killer e precisa descobrir o que está se passando antes que acabe morrendo.

Este jogo deixou o aspecto psicológico da série um pouco de lado e focou mais no desenvolvimento dos detalhes da história. O gameplay é focado em combates corpo a corpo e exploração. Os quebra-cabeças do game são bem simples quando comparados ao de seus antecessores.

O jogo foi bem recebido, mas recebeu algumas críticas pelas mudanças que não foram muito bem implementadas. Eu não vou falar mais nada, pois ainda não joguei este game para dar minha opinião. Os detalhes que dei são frutos da minha pesquisa sobre o jogo. Eu, de fato, não sei se este jogo é bom ou ruim.

A origem

O quinto jogo da franquia, Silent Hill: Origins, foi lançado, inicialmente, em 2007 para o PSP. Em 2008, ele ganhou versão para PS2. Este título é uma prequel (seu enredo gera consequências que levam aos eventos de um outro jogo) do primeiro Silent Hill. Ele retornou ao estilo clássico da série, mas manteve o combate corpo a corpo como um dos pontos-chave do gameplay.

O jogador assume o controle de um caminhoneiro chamado Travis Grady. Ele está viajando para entregar uma carga e decide pegar um atalho que passa por Silent Hill. Ótima ideia, não? Pois é. Ele quase sofre um acidente ao enxergar o vulto de uma criança no meio da estrada. Então, ele decide seguir essa criança e acaba encontrando uma casa em chamas. Ele entra, resgata uma menina que estava quase que completamente carbonizada das chamas e então desmaia. Quando acorda acaba percebendo que está em Silent Hill. Ele sai em busca da garota que salvou e acaba tendo que enfrentar terríveis traumas do seu passado.

O primeirão

Como eu havia dito, o gameplay retornou ao estilo clássico, onde o jogador vaga pela cidade em busca de pistas sobre onde deve ir. Você precisa investigar diversos locais escuros cheios de criaturas bizarras, resolver quebra-cabeças e enfrentar chefes. O combate corpo a corpo voltou a ser foco, apesar de haverem mais opções de armas de fogo. Você também pode pegar e arremessar objetos nos inimigos.

Uma coisa desnecessária e irritante foi a adição de QTEs (Quick Time Events). O jogador pode ser agarrado por inimigos e precisar passar por esses QTEs para escapar. O problema é que, ao contrário de outros jogos, onde passar por QTEs geralmente te dá alguma recompensa (geralmente a morte do inimigo), neste aqui você só se desvencilha deles temporariamente. Já aconteceu de eu me livrar de um inimigo e logo em seguida já ser agarrado novamente. É um saco isso.

Esse foi o primeiro jogo da série que finalizei. Ele realmente me deixou tenso em vários momentos e precisei ter fôlego para conseguir chegar ao final. Mas ele é divertido, tem bons gráficos e o combate funciona muito bem.

O mais criticado

Em 2008, a série fez sua estréia no PS3 e Xbox 360. Silent Hill: Homecoming coloca o jogador no controle de um militar que acaba de ser liberado do hospital e retorna a sua cidade em busca de seu irmão menor. O enredo não ocorre em Silent Hill novamente. Tudo ocorre na cidade fictícia de Shepherd’s Glen, mas os eventos estão novamente fortemente ligados à cidade do nome da franquia.

O salto maior neste jogo em relação ao seus antecessores foi no seu visual. Aproveitando-se do poder dos novos consoles, os produtores puderam entregar um jogo com uma ótima e macabra ambientação. Tudo é bem detalhado e o cenário se transforma em tempo real quando ocorre a transição entre o mundo real e o mundo infernal.

O gameplay é mais fluído quando se trata de combates. Isso deve-se ao fato do protagonista ser um ex-militar, uma pessoa que recebeu um treinamento para isto. Os outros personagens eram pessoas normais jogadas num mundo caótico e precisavam improvisar para se defenderem. Apesar de o gameplay ser melhor de certa maneira, o jogo foi criticado pela mudança, pois deixou tudo muito mais fácil, o que diminui a tensão ao se enfrentar as criaturas, o que prejudica o fator terror do game.

Este é outro game da franquia que não joguei ainda e, portanto, não posso dar opiniões concretas sobre ele. Eu tenho boas expectativas, no entanto.

Reinventando

Em 2009 foi lançado para Wii o Silent Hill: Shattered Memories que é um spin-off e funciona como uma reimaginação do primeiro jogo. A premissa do enredo é a mesma: Harry Mason busca por sua filha adotiva desaparecida Cheryl em Silent Hill. Ele foi lançado em 2010 para PS2 e PSP.

A grande diferença está no gameplay. O jogador passa por uma sessão de psicoterapia durante o enredo e precisa responder algumas perguntas. Dependendo das respostas isso irá alterar não só o final como também a aparência das criaturas no jogo. Quando o jogador está em controle de Harry em Silent Hill, precisa explorar a cidade em busca de pistas sobre Cheryl.

Em certos momentos, o mundo se transforma e o jogador passa a ser perseguido por criaturas. Não há combate neste jogo nem armas de fogo. O jogador precisa fugir dos inimigos até chegar em um local que funciona como checkpoint, onde a perseguição acaba. Caso você seja pego você pode balançar o Wiimote em uma direção para se livrar do inimigo. Cada vez que você é agarrado Harry fica enfraquecido. Se for agarrado várias vezes, Harry perderá suas forças e será capturado pelas criaturas, ou seja, game over.

Este é, de longe, o jogo mais inovador da franquia e recebeu reações positivas. Não há uma grande variedade de inimigos. Na verdade, há apenas um, mas ele muda de forma dependendo das ações do jogador e isso é bem bacana. Eu joguei bem pouco dele, só o começo mesmo. Não posso falar muito dele por isso.

O último jogo

Em 2012 foi lançado aquele que seria, até o momento, o último game da franquia, Silent Hill: Downpour. O game se passa em Silent Hill novamente e a mecânica dele permaneceu a mesma dos jogos clássicos da franquia. Novamente, o combate corpo a corpo é a principal defesa do jogador contra os inimigos.

O jogador controla Murphy Pendleton, um presidiário que estava sendo transferido para outra cadeia. No entanto, o transporte dele sofre um acidente e ele acaba preso em Silent Hill e acaba tendo que enfrentar fantasmas do seu passado. O game usa um sistema de moral para determinar o final do jogo. Em certos momentos, o jogador poderá escolher salvar ou não um personagem em perigo. Suas escolhas afetarão o desenrolar dos eventos do jogo.

O gameplay segue a fórmula clássica, mas desta vez a cidade é bem maior e o jogador tem uma certa liberdade de exploração. Existem missões secundárias que só podem ser encontradas se o jogador explorar a cidade. Silent Hill sempre foi uma franquia bem linear, mas este game mudou isso. Há também um sistema de chuva que ocorre em tempo real. Quando chove os inimigos tornam-se mais fortes e aparecem em maior número, o que pode deixar a vida do jogador bem complicada em certos momentos.

Novamente, eu não cheguei a jogar este game infelizmente. Eu também tenho expectativas positivas, mas, pelo que vi e li sobre o game, ele é o menos assustador da franquia, o que é um ponto bem negativo.

A decepção

Apesar de ser um clássico, a franquia Silent Hill também sofreu com o passar do tempo. A falta de inovação em alguns títulos e mudanças de foco em outros desgastaram a série. No entanto, uma nova chama de esperança foi acesa quando Hideo Kojima foi anunciado como diretor do reboot da franquia, Silent Hills. O cineasta de filmes de terror Guillermo Del Toro e o ator Norman Reedus (The Walking Dead) também eram parte do projeto.

O teaser jogável do game, P.T., foi um grande sucesso entre o público e a crítica especializada. Grandes expectativas se formaram e muitos acreditavam que este projeto poderia se tornar o melhor jogo de terror já produzido.

Entretanto, houveram conflitos internos entre a a Konami e Kojima. Eventualmente, Kojima deixou a Konami, após o lançamento de Metal Gear Solid 4: The Phantom Pain. Não demorou muito para surgirem rumores sobre o cancelamento do projeto. Guillermo Del Toro e Norman Reedus acabaram por afirmar isto. E não demorou muito para a Konami anunciar o cancelamento total do projeto.

A comunidade ficou revoltada e houveram muitos pedidos para a continuação do desenvolvimento de Silent Hills. Mas nada adiantou. Aquele jogo que era a grande esperança da franquia tornou-se um dos maiores desapontamentos da história do mundo dos jogos, não porque não tinha potencial, mas sim por causa de disputas empresariais internas. Uma pena (Fontes: Omelete/Kotaku).

Spin-offs

Silent Hill também teve alguns spin-offs que levaram a franquia a outros gêneros de jogos. Houveram jogos para arcade e mobile também. No entanto, nenhum dos spin-offs chegou a se destacar no nível do Shattered Memories. A grande maioria fracassou ou simplesmente passou desapercebida pelo público.

As adaptações para o cinema foram elogiadas pelo visual. No entanto, apenas o primeiro filme fez relativo sucesso. O segundo filme, Silent Hill Revelation 3D, foi um fracasso terrível. O enredo era confuso e pouco fiel ao do jogo e o terror era muito fraco e de má qualidade. Sem falar da aparição completamente sem sentido do Pyramid Head no final. Foi tão tosco quanto o Nemesis bonzinho do segundo filme do Resident Evil.

Finalizando

A série Silent Hill Está em maus lençóis atualmente. O cancelamento de Silent Hills foi um golpe duríssimo para a franquia. Com a reorientação de negócios da Konami, a sobrevivência da série está em cheque, assim como muitas outras franquias da empresa (Metal Gear, Castlevania, Contra).

Não há muito o que nós possamos fazer. Eles detém os direitos autorais e podem fazer o que quiser. É o mesmo problema pelo qual o Megaman está passando. Nos resta torcer por um futuro melhor para essa amada série de terror que marcou toda uma geração de gamers.

Fonte: Silent Hill Wiki

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